Culinária de Pernambuco

Postado por Nailil em 16 julho, 2008

A cozinha pernambucana teve uma forte influência africana devido o grande fluxo de negros vindo da África para trabalharem nos grandes engenhos de açúcar. Os escravos trouxeram uma imensa bagagem cultural e introduziram novos ingredientes para o local. Muitas das receitas existentes nasceram em engenhos. A exemplo disso, temos o bolo de São Bartolomeu, os beijos de dondom, o bolo de bacia, o pudim de Iaiá, entre muitos outros.

O Açúcar

Historicamente, o Nordeste está intimamente ligado ao açúcar, pois tem suas terras exploradas para grandes plantações dessa monocultura há séculos. Ou seja, por extensão, Pernambuco também está ligado ao açúcar e, consequentemente, ao doce e sua respectiva arte. De acordo com Gilberto Freyre, “no Recife e no Nordeste, o açúcar é uma espécie de rival do próprio sal”. Não é difícil perceber isso, visto que as bebidas mais tradicionais, como por exemplo o caldo de cana, o licor de jenipapo, pitanga e carambola, cachimbo, etc, são necessariamente feitas com ele. Além das bebidas, tem-se ainda uma farta opção de sobremesas, como a goiabada, o doce de jaca, o doce de caju, a cocada, e os sorvetes. Com certeza é a área brasileira de doçaria tradicional mais característica.

Bolo Souza Leão

O bolo Souza Leão é uma das receitas mais antigas da doçaria brasileira.

Acredita-se que a receita do Bolo souza Leão já tenha 140 anos. É confeccionado a a partir da mandioca, do leite de côco, açúcar, manteiga e ovos, e o resultado é um bolo cremoso, com a consistência de um pudim muito firme.

O nome do bolo vem da família pernambucana Souza Leão, que teria sido a criadora da receita no século XIX. Essa família tem suas raízes nos municípios de de Jaboatão e Moreno.

Tradicionalmente, o Bolo Souza Leão é um bolo servido em ocasiões especiais, tendo-se apuro não só na escolha dos ingredientes e preparo, como também no esmero em servi-lo em louças e porcelanas finas e utensílios de prata.

Devido a expansão ao longo do tempo dos ramos da família Souza Leão, muitas variações da receita são disputadas como sendo as melhores e originais. Essas variações se constituem na alteração das quantidades dos ingredientes principais ou no acréscimo de especiarias, como a canela, a erva-doce, e a castanha-de-caju.

Pé-de-Moleque

Na região nordeste, como em Pernambuco e Alagoas, o pé-de-moleque é um bolo que faz parte da culinária junina. Ele é feito de massa de macaxeira acrescido de outros ingredientes como café, castanha, cravo, erva-doce entre outros. Este pé-de-moleque é preparado com massa puba (massa de macaxeira que passou pelo processo de fermentação), açúcar, ovos, manteiga ou margarina, coco ralado e leite. Após serem misturados todos os ingredientes, a massa é colocada em porções geralmente ao comprido e enrolada na folha verde da bananeira, e em seguida é assada no forno.

Xerém

Xerém é um prato da culinaria brasileira, tradicional na região Nordeste, especialmente em Pernambuco. O prato feito com grãos de milho seco quebrados no pilão, cozidos na água e sal. Também conhecido como “arroz de pobre”, é servido com leite ou acompanhado de galinha guisada ou carne assada.

Este alimento surgiu graças aos bandeirantes e tropeiros que, em seus alojamentos, utilizavam o mesmo no preparo de angu de milho e papa preparado com outras especiarias

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