Culinária de São Paulo

Postado por Nailil em 16 julho, 2008

No Brasil, o principal pólo gastronômico é a cidade de São Paulo. A cozinha trivial paulistana tem como base o arroz, feijão e o prato principal, que pode ser bife, carne moída ou assada, frango, lingüiça, além da batata frita e a salada de alface e tomate.

A culinária Italiana também está muito presente em São Paulo, onde você encontra grande variedade de massas, molhos e pizzas. Em alguns locais podemos encontrar também a culinária japonesa, como tempurá, sushi, sashimi, etc.

O café é também muito consumido neste Estado, sendo bebido principalmente nos intervalos das refeições. Podemos destacar alguns hábitos alimentares dos paulistanos: pingado com pão na chapa, açaí na tigela, sanduíche natural, prato feito, fast food e refeição em restaurantes self service ou por quilo.

São Paulo já nasceu com vocação para ser uma cidade do mundo, da pequena Piratininga a Grande São Paulo foi um piscar de olhos, pouco mais de 400 anos. Não diferente das grandes metrópoles, acolheu imigrantes das mais variadas culturas, começando com os portugueses, depois africanos, italianos, japoneses alemães e por aí vai. Dia ou outro todo mundo acaba aparecendo por lá. E com a culinária paulista não poderia ser diferente.

Chegaram os portugueses com malas e cuias. Com a ajuda dos índios descobriram os produtos regionais, palmito, mandioca, abóboras, feijões, amendoins e frutas. Colocaram, na mesma panela, as técnicas culinárias trazidas da Europa e aplicadas a ingredientes bem brasileiros. Dos portugueses, São Paulo herdou os doces, as receitas de bacalhau, os guisados e ensopados. Chegam povos da África, trazendo mais uma pitada de cultura alimentar e modificando sensivelmente o jeito de preparar os alimentos.

Avançando um pouco no tempo chegam os italianos, muita massa, assados, berinjelas zucchini, pimentões e muito vinho. Chega também a culinária japonesa com suas diferenciadas receitas, a princípio meio tímida, atualmente sendo uma das mais importantes correntes gastronômicas da cidade.

Falando-se em gastronomia, São Paulo pode ser comparada a Nova York, tem de tudo para todos os gostos, desde o mais simples “prato feito”, o famoso PF, até as mais requintadas tendências da cozinha internacional. Aqui se preparam as melhores pizzas do mundo, me perdoem os italianos, mas nossa pizza é imbatível. Em São Paulo também são preparados sushis e sashimis dignos de fazer inveja aos melhores restaurantes de Tóquio. Nossas churrascarias são incomparavelmente melhores do que as da Argentina, e por aí vai. São Paulo aprendeu rápido a cozinhar, criou personalidade própria na cozinha e, sem dúvida, alguma é a cidade aonde melhor se come no Brasil.

Mas apesar de toda essa globalização, nossa cidade ainda mantém suas tradições, o arroz com feijão e banana frita, o quibebe, o cuscuz, a pamonha e o curau, isso tudo é bem paulistano, fruto dos primeiros colonizadores que abriram caminho para a melhor gastronomia das Américas. Deguste a culinária da cidade com calma, afinal de contas, merecemos uma pausa para almoçar e jantar, mesmo em um cidade agitada como São Paulo.

Comida caipira

Comida caipira é um conjunto de pratos típicos do interior de São Paulo, nos primórdios era feita no fogo-de-chão na trempe , o fogão dos tropeiros, onde as panelas ficavam apoiadas em pedras em formato de triângulo ou penduradas em uma armação de três varas em estilo tripé por cima do fogo e que podiam ser de ferro ou de pau verde, e às vezes no chamado tucuruva, um fogão improvisado no meio do cupinzeiro, com o passar dos tempos ganhou altura e formato no que é hoje o fogão a lenha, onde normalmente é feita a maioria dos pratos.
Cozinha Caipira, pintura de Almeida Júnior 1895.

Há relatos de que tropeiros Bandeirantes tiveram grande influência da disseminação da culinária caipira por quase todo o Brasil.

Entre os grandes pratos e bebidas da cozinha caipira figuram: o leitão à pururuca, cuscuz caipira de legumes, pamonha, arroz tropeiro, bolinho caipira, vaca atolada, frango caipira, o furrundum, farofa de lingüiça, fraldinha em panela de ferro, caipirinha, a paçoca de amendoim, o feijão tropeiro, a canjica com costelo de porco, o virado à paulista, afogado, bolinho de mandioca, rabada, o angu, pé-de-moleque, a cabidela miúda, quentão, farofa de içá, rosquinhas de pinga, o doce de bananinha e entre outros.

Afogado

Afogado é um prato da culinária brasileira. É um ensopado de carne de vaca, servido com farinha de mandioca, típico da comida caipira com receita orignária do Vale do Paraíba. É muito difundido pela região e também pelo litoral de norte e sul de São Paulo.

Foi uns dos alimentos dos tropeiros na busca da saga do ouro nas Minas Gerais.

Preparado em grandes quantidades e servido nas Festas Religiosas em diversas cidades, seja nas Quermesses ou nas Festas do Divino, Corpus Christi, Romaria Fluvial pelo rio Paraíba do Sul e outras.

Nos dias de hoje a maior evidência sobre essa cultura culinária é São Luiz do Paraitinga.

Bauru

O bauru é um sanduíche inventado por Casimiro Pinto Neto, apelidado “Bauru” em referência à sua cidade natal, no restaurante Ponto Chic do Largo do Paiçandu, em 1934. O sanduíche logo se tornou popular e foi batizado com a alcunha de seu criador.

A receita original de Pinto Neto, oficializada pela lei municipal 4314, de 24 de junho de 1998, aprovada pela câmara dos vereadores de Bauru, consiste em um pão francês com rosbife, fatias de tomate, picles e queijo muçarela derretido, condimentado com orégano e sal. Há, atualmente, variações da receita, que todavia não são tidas como o verdadeiro bauru. Dentre essas variações, destacam-se cinco:

* Bauru francês: pão francês com roastbeef, queijo gruyère derretido e mostarda dijon.
* Bauru italiano: pão francês com roastbeef, queijo muzzarela derretido, presunto de Parma, tomate seco e orégano.
* Bauru americano: pão francês com roastbeef, queijo muzzarela derretido, alface americana, tomate e picles.
* Bauru português: pão francês com presunto, queijo e tomate.
* Bauru gaúcho: pão francês com roastbeef de picanha, queijo emmental derretido, almeirão e tomate.

Hoje, há um programa de certificação para o bauru, disponível no sítio oficial, mas isto não significa que todo sanduíche conhecido como bauru siga a receita acima. Sendo um tipo de sanduíche extremamente popular no Brasil, o bauru possui inúmeras variações em ingredientes e métodos de preparo.

Bolinho caipira

O bolinho caipira é um quitute da culinária caipira, originário do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo.

Com receitas ligeiramente diferentes, o bolinho caipira é um prato salgado, consumido principalmente nas quermesses, sendo um dos pratos principais das festas juninas.

Misturado com farinha branca e amarela (fubá), sendo que a última predomina na composição da massa, O recheio é composto em geral por carne moída bem temperada. O detalhe é que a carne é colocada na massa crua.

Curau

Doce pastoso que tem como principais ingredientes milho, leite e açúcar. Também é conhecido como pamonha e canjica baiana.

Pamonhas de Piracicaba

As Pamonhas de Piracicaba tornaram-se famosas pelo fato da cidade de Piracicaba ter grande produção desse alimento.

As pamonhas de Piracicaba ganharam notoriedade na década de 1960, quando o município fabricava mais de 5.000 pamonhas diariamente para serem distribuidas por todo o estado de São Paulo. Tornaram-se, assim, nacionalmente conhecidas, sobretudo devido às chamadas dos auto-falantes dos carros dos vendedores: “Pamonhas, pamonhas de Piracicaba é o puro creme do milho, venha provar minha senhora…”.

As pamonhas de Piracicaba já são parte da cultura popular brasileira e atualmente existem projetos para exportar a pamonha para outros países.

Inicialmente as pamonhas eram fabricadas de forma caseira e modesta, a receita local era diferente das tradicionais pamonhas quadradinhas típicas de Minas Gerais. Sem adição de outros produtos, o creme de milho era adoçado com açúcar cristal e cozido em uma embalagem inovadora, costurada com a própria palha do milho .

O milho, comprado de produtores da região de Piracicaba, era de boa qualidade e assim facilitava a produção.

Ver mais sobre pamonha.

Encapotado

Encapotado é um salgadinho brasileiro típico da cidade de Itapeva, no estado de São Paulo, feito de farinha de milho com caldo de galinha caipira e polvilho azedo, com recheio de carne de galinha desfiada e cheiro-verde.

A massa é preparada escaldando-se a farinha de milho com o caldo de galinha (este não pode chegar ao ponto de fervura), para que se torne uma massa pré-cozida e de fácil modelagem. Pode-se dizer que este é uma variação caipira da coxinha, porque substitui a farinha de trigo pela farinha de milho, que é muito comum na região.

Não se sabe a origem do nome, tão pouco quem o inventou. É considerado um ícone nessa região, assim como as expressões “xé” e “caipora”.

Farofa de Içá

Farofa de içá é uma iguaria feita com a a parte inferior do abdome da tanajura (a fêmea da formiga saúva) que possui cerca de 30% de gordura e 15% de proteína. Como “rainha do sauveiro” ela pode viver mais de 14 anos.

O consumo de içá vem da cultura indígena e nos dias atuais é um hábito da região do Vale do Paraíba, típico da comida caipira do interior de São Paulo.

O escritor Monteiro Lobato, foi um grande apreciador da iguaria, chamando-a de caviar.

Furrundum

Furrundum ou furrundu é um doce típico da culinária caipira da região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. É feito de cidra ralada ou de mamão verde ralado com rapadura derretida ou açúcar mascavo.

Em “O Dialeto Caipira”, de Amadeu Amaral, existe referência a este doce.

Mandiopã

Mandiopan ou fritopan é um salgadinho feito a base de mandioca, o primeiro fabricado no Brasil.

É um alimento rico em amido. As pequenas e duras rodelas esbranquiçadas se transformam em petisco leve e crocante, e deve ser frito antes de consumido. Tinha a fama de ser encharcado de óleo, mesmo assim fez sucesso nas décadas de 1980 e 1990.

O Mandiopã foi criado em 1954, por Antônio Gomercindo, (Limeira, 7 de julho de 1937). Na década de 1960 foi um grande sucesso lançando os sabores queijo, bacon e camarão. A empresa foi absorvida pela Hikari, quando foi lançado o Fritopã, que existiu até o início da década de 1990, quando acabou. Antônio Gomercindo monta uma nova empresa e relança em nossos dias o clássico Mandiopã.

Paçoca

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Paçoca de Amendoim

Paçoca de amendoim (do tupi po-çoc, “esmigalhar”) é um doce tradicional brasileiro à base de amendoim, farinha de mandioca e açúcar, típico da comida caipira do estado de São Paulo.

É tradicionalmente preparada no Brasil para consumo nas festividades da Semana Santa e festas juninas. O preparo da paçoca para a Semana Santa, vai além da culinária em si, é um ritual cristão de valorização do amor e da harmonia em família. Há também as paçocas industrializadas que são vendidas e consumidas o ano inteiro. Entre estas, existem as chamadas paçoquinhas de amendoim tipo rolha, que são vendidas com a forma cilíndrica das rolhas e com uma cor que também se assemelha de certa forma à destas.

Em “O Dialeto Caipira”, de Amadeu Amaral, há referência à paçoca.

Pururuca

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Vaca Atolada

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Vinho Quente

Vinho quente é uma bebida servida durante as quermesses e festas juninas do interior de São Paulo e consumida também em outras regiões do Brasil.

É uma variação do quentão, normalmente são usados os mesmos ingredientes, menos o gengibre e em quantidades diferentes.

Virado à Paulista

Virado, tambem conhecido como “Virado à Paulista” é um prato típico da comida caipira do estado brasileiro de São Paulo, preparado com feijão cozido e refogado com gordura, sal, cebola, alho, acrescentando-se depois farinha de mandioca até absorver todo o caldo. É acompanhado de lingüiça, ovos fritos, couve, torresmo e costela de porco.

Tradicionalmente é servido na segunda-feira. Há várias combinações em torno do básico de bisteca de porco, banana frita, feijão mulatinho virado com farinha de mandioca, arroz, couve e ovo frito. Exemplo: o virado pode ser preparado com feijão preto; com farinha de milho, e até com repolho cozido (interior de Santa Catarina).

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