Culinária do Amapá
Postado por Nailil em 16 julho, 2008O Estado do Amapá possui uma culinária singular, preparada com o que há de mais saboroso e natural da fauna e da flora amazônicas. O uso de produtos da floresta é uma herança dos primeiros habitantes da região: os índios. Foi com eles que os amapaenses aprenderam a preparar pratos deliciosos, como a Pescada da Gurijuba, peixe típico da região, o Tucunaré na Brasa e o Camarão ao Bafo. Existe ainda o saboroso e hoje internacional suco do Açaí e o delicioso Tacacá
Açaí
Palmeira nativa da Região Amazônica, conhecida cientificamente pelo nome Euterpe olerácea, pertencente a família Palmácea, sub-família Arecímeae. A palmeira do açaizeiro, que possui um porte esquio, podendo alcançar até 30 metros de altura, produz cachos com dezenas e até centenas de pequenos caroços de cor arroxeada. São desses caroços que é extraído o suco do açaí.
A fruta saborosa é muito apreciada pela população da Região Norte, que costumam consumi-la com camarão, charque assado e pirarucu frito, seu acompanhamento é feito com farinha de tapioca e farinha d’água. É também delicioso na forma de mingau, doces, sorvetes, bolos e o tradicional licor de açaí.
Gurijuba
Peixe de coloração pardo acinzentado com contraste amarelo, cabeça grande e achatada. Dotado de corpo robusto e aparece principalmente no litoral Norte do Brasil. No Amapá é encontrado entre a foz do rio Araguari até a foz do Cunani. Sua reprodução ocorre nos meses de novembro a março próximo às Ilhas do Maracá e Jipioca, alcançando o peso de 30 kg.
Atualmente, sua carne é comercializada para venda: Filé de Gurijuba, Gurijuba defumado, Hambúrguer e Gurijuba salgado. Na culinária amapaense apresenta 73 pratos do mais simples ao sofisticado, sendo encontrado com maior frequência nos restaurantes do Município de Amapá.
Tacacá
O tacacá é uma iguaria da região amazônica brasileira, em particular do Acre, Pará, Amazonas, Rondônia e Amapá. É preparado com um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias. O tucupi e a tapioca (da qual se prepara a goma), são resultados da massa ralada da mandioca que, depois de prensada, resulta num líquido leitoso-amarelado. Após deixá-lo em repouso, a tapioca fica depositada no fundo do recipiente e o tucupi, na sua parte superior.
Sua origem é dos indígenas paraenses e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi. Câmara Cascudo diz que “Esse mani poí fez nascer os atuais tacacá, com caldo de peixe ou carne, alho, pimenta, sal, às vezes camarões secos.”.
Dado que esta iguaria é servida muito quente, passou-se a usar uma pequena cesta na base da cuia – provavelmente a partir da década de 1990 – para proteger as mãos de quem consome o tacacá.
É habitual consumir-se o tacacá no final da tarde, em via pública, nas tradicionais tacacazeiras. Não é comum servir-se este prato nas refeições principais.
As vendedoras de tacacá têm ponto fixo em diferentes locais das cidades, permanecendo muitas vezes por décadas, com clientela cativa.
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