Culinária do Rio de Janeiro

Postado por Nailil em 16 julho, 2008

A culinária do Rio de Janeiro herdou da corte portuguesa, e da época que foi a capital do país, grande parte de suas comidas. A feijoada e o bacalhau são os representantes maiores da culinária carioca, além do caldo verde e do bacalhau. O tempero é usado com parcimônia.

Alguns donos de restaurante afirmam que o prato carioca é um estado de espírito. Outros conferem ao Rio a autoria da feijoada completa e da comida de botequim, verdadeira instituição da cidade beira-mar.

A culinária carioca tem algumas peculiaridades, como o amor pela tradição portuguesa. Em nenhum outro lugar do Brasil se respeita com tanto gosto o ritual do cozido e se andam tantos quilômetros atrás de um caldo verde ou de uma isca de fígado.

O Rio também tem uma cozinha de vanguarda internacional, pronta para as grandes festas, recepções e banquetes oficiais. Sem nenhum preconceito os cariocas provam, aprovam e adotam pratos regionais de todo o país.

A cozinha do Rio de Janeiro é isso: descontração, ingrediente fundamental que fez do Estado a terra da bossa. Onde mais poderiam existir pratos com nomes de embaixadores, como o filé Osvaldo Aranha e a sopa Leão Veloso?

A cozinha clássica carioca reserva ainda muitas tentações. Nenhum de seus pratos, diga-se, caracteriza-se pela leveza. São comidas fortes, substanciosas e marcantes. Outro filet muito conhecido é chamado de à moda francesa. Costuma ser servido nos pontos tradicionais da cidade. Entre todos, o mais famoso sai da cozinha do Lamas, botequim que oferece cozinha de qualidade, fundado em 1874 no Largo do Machado, no Centro, e transferido para o Flamengo, em 1976. Ali, o filet à francesa, alto e suculento, chega à mesa acompanhado de presunto, petit-pois (ervilha pequena), cebola e batata palha, como manda o figurino.

Outro prato legendário é o cabrito do Nova Capela, no coração da Lapa. Segundo alguns, quem nunca o provou não conhece bem o Rio. Um dos maiores entusiastas da receita é o músico Ed Motta. O Capela tem movimento constante de dia e, principalmente, de madrugada. Está sempre cheio de gente bacana, de todas as idades. Com a reabertura do Circo Voador, pertinho dali, e a chegada de casas novas, como a Estrela da Lapa, o clima de festa só vem aumentando. Embora possua mais de 100 anos de idade (abriu em 1903), continua à frente do tempo, recebendo toda a vanguarda carioca. E, a qualquer hora, aprecia-se o cabrito preparado ali, acompanhado de arroz de brócolis, com boa textura e sabor Celicioso. Outro fenômeno é o rosbife do Bar Luiz, instalado há 120 anos na Rua da Carioca, no Centro. A casa serve receitas da cozinha alemã, como salsichões, kassler e chucutre. A salada de batatas pode – e deve – acompanhar os pratos, já que é inigualável. O chope extremamente bem tirado também contribui para a freqüência boêmia do Bar Luiz, adorado pelos cariocas. Nas paredes, fotos antigas contam um pouco da história do Rio de Janeiro.

Chuvisco é um doce brasileiro, considerado típico da cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. É feito à base de ovos, e pode ser servido em calda ou cristalizado. Indispensável em festas em geral na cidade, o chuvisco tornou-se parte da tradição e identidade dos campistas.

Chuvisco

Chuvisco é um doce brasileiro, considerado típico da cidade de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. É feito à base de ovos, e pode ser servido em calda ou cristalizado. Indispensável em festas em geral na cidade, o chuvisco tornou-se parte da tradição e identidade dos campistas.

Joelho

O chamado joelho é um salgadinho tradicional no estado brasileiro do Rio de Janeiro. Confeccionado com massa de pão recheada com presunto e queijo, é vendido em praticamente todas as padarias, pequenas lanchonetes e quiosques da cidade. É um substituto comum das refeições quando as pessoas estão sem tempo ou dinheiro, sendo amplamente consumido em escolas.

É conhecido na cidade de Niterói como italiano e na de Teresópolis como nata. Em Angola é conhecido como merenda-mista.

Filé à Osvaldo Aranha

Filé à Osvaldo Aranha é um prato típico carioca, homenageando o político gaúcho Osvaldo Aranha. Consiste em um filé mignon alto ou um contra filé, temperado com alho fatiado, acompanhado de batatas portuguesas, arroz branco e farofa.

O prato recebeu seu nome em homenagem ao diplomata brasileiro Osvaldo Aranha, que entre as décadas de 1930 e 1940, costumava almoçar no restaurante Cosmopolita, cujo apelido era “Senadinho” na Lapa, Rio de Janeiro, local de concentração de políticos na época. Ali o diplomata costumava almoçar o prato que levou seu nome. Oswaldo Aranha também pedia o mesmo prato no Café Lamas, que na ocasião também o incorporou ao cardápio.

Sopa Leão Veloso

Igualmente cobiçada é a sopa Leão Veloso, outro clássico carioca. De sabor forte, leva caldo de cabeça de peixe e camarão, frutos do mar, coentro e alho-poró. Surgiu no restaurante Rio Minho, na Rua do Ouvidor, no Centro, uma instituição na cidade, com seus 121 anos de história, inspirada na francesa bouillabaisse. Mas a receita correu e ainda hoje pode ser encontrada em vários lugares. “Todo mundo copia”, lamenta um dos sócios do Rio Minho, o espanhol Ramón Dominguez. Leão Veloso era um gourmet experimentado. Foi embaixador do Brasil na França, de onde trouxe a fórmula da sopa de peixes, que no Rio Minho sofreu adaptação aos ingredientes nacionais. “Usamos a cabeça do cherne para preparar o caldo e todos os frutos do mar bem frescos”, explica Dominguez. A sopa tem muita personalidade e leva polvo, mexilhões, lulas, além de bastante tempero.

Feijoada

Um capítulo inteiro em qualquer estudo sobre os clássicos cariocas deve ser dedicado à feijoada. Nos últimos tempos, tende-se cada vez mais a acreditar que, ao contrário da crença generalizada, o prato não foi inventado pelos negros escravos, como tantas vezes se afirmou. Teria na verdade ascendência portuguesa e, da maneira que a conhecemos, surgiu no no fim do século XIX, no restaurante carioca G. Lobo, que funcionava na Rua General Câmara, 135. A casa desapareceu na primeira metade do século XX, com a construção da Avenida Presidente Vargas. No livro Baú de Ossos – Chão de Ferro (Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro, 1976), o memorialista Pedro Nava avaliza essa versão. A receita fez sucesso imediato, a concorrência a imitou e, a seguir, espalhou-se pelo país.

“Não temos absoluta certeza, mas tudo indica que isso é verdade”, diz Carlos Ditadi, pesquisador do Arquivo Nacional. “Por outro lado, sabemos que o Rio é o lugar onde mais se come feijoada em todo o país. Possui inclusive dias marcados para ser apreciada.” Chega a ser curioso que, em uma cidade tão quente, as pessoas gostem tanto do prato e também do caldinho de feijão, muito popular nos restaurantes e bares. “O interessante da feijoada é seu prestígio em todas as classes sociais”, observa o pesquisador. Uma das mais apetitosas pode ser encontrada no bar Jobi, do Leblon. Ali, serve-se o prato (ou seria refeição completa?) todos os dias. “A procura era tanta que resolvemos fazer diariamente”, conta um dos sócios, Narciso Rocha.

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Uma Resposta para “Culinária do Rio de Janeiro”

  1. Ana Caroline

    Adorei muito bom!!!
    suas culinárias, os arquivos sobre
    a historia de cada prato!!!

    adoreiii… 22/03/2.010

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